Oficina de turbante ou um pouco mais que isso?
Vamos tentar começar pelo começo. Afinal isso é importante rsrsrsrs . Quando recebi o convite para participar da oficina de turbante, a princípio achei que era apenas pra aprender algumas amarrações, mas não, era pra eu dar algumas instruções, passar um pouco do meu conhecimento. Fiquei tensa, um pouco nervosa, imaginando essa coisa de falar em público e etc. De imediato pensei em recusar... Mas eu topei e confirmei presença, pois o convite foi feito por Maria, e Maria é alguém que eu amo desde o ensino médio. Costumo dizer que nós tivemos um verdadeiro encontro de almas.
Eu vou falar um pouquinho dela pra vocês entenderem melhor a minha experiência na oficina de turbante. Quando eu à conheci eu era uma adolescente com muitos problemas com meus pais e eu era, sobretudo, uma pessoa infeliz, que sobrevivia dia a pós dia, mas a escola era o lugar onde eu respirava e me esforçava pra esquecer os problemas. E foi lá que conheci Maria. Linda, sorridente, aquela mulher que não passa despercebida de jeito nenhum e eu fiquei muito encantada por ela, tanto que matava minhas aulas para ver ela dando aula, eu amava as aulas dela. Ela fugia daquela naustalgia sabe?! As aulas dela eram animadas e interessantes, a ponto que eu nem via o tempo passar. Com o passar do tempo nos aproximamos e nos tornamos amigas. Ai tinha o lado "oculto" de Maria , ela tinha muitos problemas de relacionamento com a família, sofria de depressão , já tinha ficado internada algumas vezes e as nossas histórias se entrelaçavam. Assim nós nos completamos. Ela me "adotou como filha" e nem preciso dizer que eu a "adotei como mãe né"?!... Há algum tempo Maria vem desenvolvendo um trabalho nessa clínica onde ela costumava ficar internada e daí surgiu-me o convite para oficina de turbante. E foi uma experiência única, foi algo que me deixou tocada mesmo. Eu lembro perfeitamente do rosto de cada mulher naquela sala , muitas atentas ao que eu falava e até empolgadas, outras nem tanto, perdida nas suas dores ou sucumbidas por suas mentes, mas até essas que estavam tão distante, em alguns momentos se permitiram estar alí e vivenciar um pouquinho daquele momento. Eu fiquei alí pensando no bem que faz fazer o bem, em como foi bom para elas fugir da dor, ainda que por pouco tempo, mas eu tenho certeza que assim como eu não vou esquecê-las, elas também não iram me esquecer. Pois houve uma troca de energia, de conhecimento de carinho expressa no comportamento de cada uma. Ver Maria ali, junto a elas, apoiando, sendo exemplo, vivendo bem , fazendo aquele trabalho com tanta dedicação, me deixou sem palavras e preenchida de amor, de esperança, de alegria... Tanto que esse foi um dos textos mais difíceis que eu já escrevi, pois não sei ao certo colocar em palavras as sensações de tudo que eu sentir naquele dia... Eu não podia deixar de falar sobre os profissionais que alí trabalham. Nossa! São pessoas incríveis e notoriamente comprometidos, dá pra ver que antes de profissionais são humanos e exercem suas funções com muito amor e paciência. Eu saí de lá encantada e decidida a participar ou criar algum projeto social que me dê a oportunidade de ajudar o próximo, porque nunca é demais dar Amor e estender a mão a quem necessita de afeto.

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