quarta-feira, 22 de novembro de 2017




  "Mãe Gentil"

Brasil,  país do novo mundo, muitos sonhos, muita esperança
Haa como é lindo, mestiço de cultura inigualável.
Mas seus filhos e filhas "mãe gentil" o que tem a dizer?
Por que fecha teus olhos ?
Nunca percebeu que nos falta cuidado e segurança ?
Eles nos violaram, com uma arma arrancaram nossas roupas, calaram nossos gritos
Como posso chama-la de mãe ?
Estupro é cultura, nessa pátria amada
Idolatrada.Nesse dialogo de filha e mãe lhes digo : Salve Salve!
 vamos tratar um pouco sobre nossa invejável cultura ?
Antes de mais nada, cultura significa todo aquele complexo que inclui o conhecimento, as artes, crenças, a lei, a moral o costume,os habitos e aptidões  adquiridos pelo ser humano, não só na fámilia, mais na sociedade onde está inserido.
Sigo citando a cultura da descriminação racial, por aqui já é habitual ,deixar morto, olhar torto para os pretinhos, até os pais de familia são torturados, quando seu único delito foi nacerem de pele escura em um país onde racismo é cultura.
Nossa Cultura é extensa não se resume só a estupro e racismo,por aqui também é cultura o machismo, não se admire em pleno seculo 21 mulheres são submetidas a todo tipo de abuso, insultadas apenas por serem mulheres .Menina de 13 anos que aprendeu a fazer café está pronta pra casar, usar roupas curtas e dançar  é sedução para o pai, o tio, o vizinho e assim se torna culpada de abuso, você deve está  se perguntando por que usei o termo culpada e não vítima, por aqui  é normal usar taís termos ofensivos como por exemplo “o bode sempre solto é seduzido pela cabrita que alguém esqueceu de prender” , infelizmente na nossa sociedade escrota e machista as mulheres são comparadas a cabritas soltas a procura de um bode.
Não importa se temos 10,20 ou 30 anos se somos crianças ou adultas nosso corpo sempre visto como objeto, sentem-se no direito de nos usar e como não bastasse eles passam impune e despercebidos, são predadores sendo aplaudido pela sociedade como tal, são eles os bodes e leões reis da selva. Aproveito pra dizer que nem sempre será assim!
“Brasil, de amor eterno seja símbolo”...Simbolo?
Entre as culturas citadas tenho revolta em dizer ho mãe, que em nossa patria tão amada roubo é cultura, por aqui causa revolta presenciar ladrões em cada esquina tendo inveja de grandes tubarões, me refiro aqueles que nos deixam morrer em filas de hospitais, ou de fome, e nos enterram como indigentes e se acham no direito de diminuir nosso mísero salário, em um país onde voto é obrigatório deveria se obrigatório cumprimento da Justiça. Acabei esquecendo que eles criam leis e estas os protegem, não sei o que fazer para mudar isso, também não sei se tem respostas para tantas perguntas. Apenas sei que por aqui tudo é cultura, se o intuito era criar filhos alienados, ladrões, assassinos, estrupadores e suas filhas para servir a estes, fizestes um belo trabalho ho mãe gentil.
 Entre outras mil
És tu, Brasil!



quarta-feira, 8 de novembro de 2017





 Oficina de turbante ou um pouco mais que isso?

Vamos tentar começar pelo começo. Afinal isso é importante rsrsrsrs . Quando recebi o convite para participar da oficina de turbante, a princípio achei que era apenas pra aprender algumas amarrações, mas não, era pra eu dar algumas instruções, passar um pouco do meu conhecimento. Fiquei tensa, um pouco nervosa, imaginando essa coisa de falar em público e etc. De imediato pensei em recusar... Mas eu topei e confirmei presença, pois o convite foi feito por Maria, e Maria é alguém que eu amo desde o ensino médio. Costumo dizer que nós tivemos um verdadeiro encontro de almas.
Eu vou falar um pouquinho dela pra vocês entenderem melhor a minha experiência na oficina de turbante. Quando eu à conheci eu era uma adolescente com muitos problemas com meus pais e eu era, sobretudo, uma pessoa infeliz, que sobrevivia dia a pós dia, mas a escola era o lugar onde eu respirava e me esforçava pra esquecer os problemas. E foi lá que conheci Maria. Linda, sorridente, aquela mulher que não passa despercebida de jeito nenhum e eu fiquei muito encantada por ela, tanto que matava minhas aulas para ver ela dando aula, eu amava as aulas dela. Ela fugia daquela naustalgia sabe?! As aulas dela eram animadas e interessantes, a ponto que eu nem via o tempo passar. Com o passar do tempo nos aproximamos e nos tornamos amigas. Ai tinha o lado "oculto" de Maria , ela tinha muitos problemas de relacionamento com a família, sofria de depressão , já tinha ficado internada algumas vezes  e as nossas histórias se entrelaçavam. Assim nós nos completamos. Ela me "adotou como filha" e nem preciso dizer que eu a "adotei como mãe né"?!... Há algum tempo Maria vem desenvolvendo um trabalho nessa clínica onde ela costumava ficar internada e daí surgiu-me o convite para oficina de turbante. E foi uma experiência única, foi algo que me deixou tocada mesmo. Eu lembro perfeitamente do rosto de cada mulher naquela sala , muitas atentas ao que eu falava e até empolgadas, outras nem tanto, perdida nas suas dores ou sucumbidas por suas mentes, mas até essas que estavam tão distante, em alguns momentos se permitiram estar alí e vivenciar um pouquinho daquele momento. Eu fiquei alí pensando no bem que faz fazer o bem, em como foi bom para elas fugir da dor, ainda que por pouco tempo, mas eu tenho certeza que assim como eu não vou esquecê-las, elas também não iram me esquecer. Pois houve uma troca de energia, de conhecimento de carinho expressa no comportamento de cada uma. Ver Maria ali, junto a elas, apoiando, sendo exemplo, vivendo bem , fazendo aquele trabalho com tanta dedicação, me deixou sem palavras e preenchida de amor, de esperança, de alegria... Tanto que esse foi um dos textos mais difíceis que eu já escrevi, pois não sei ao certo colocar em palavras as sensações de tudo que eu sentir naquele dia... Eu não podia deixar de falar sobre os profissionais que alí trabalham. Nossa! São pessoas incríveis e notoriamente comprometidos, dá pra ver que antes de profissionais são humanos e exercem suas funções com muito amor e paciência. Eu saí de lá encantada e decidida a participar ou criar algum projeto social que me dê a oportunidade de ajudar o próximo, porque nunca é demais dar Amor e estender a mão a quem necessita de afeto.